quarta-feira, 8 de outubro de 2008

[Do lat. semper.]


Queria apenas que você soubesse que eu não queria... E eu queria. Queria a tua confiança. Quero te ter daquele jeitinho de "fazer as pazes", sempre e para sempre. Aliás, não quero mais o de sempre. Joga o cansaço fora e não esquece de atirar a minha depressão pra bem longe, sempre e para sempre. Não prometa nunca para sempre, o sempre nunca é sempre. Foi sempre assim, mas não vai ser assim pra sempre...


quinta-feira, 14 de agosto de 2008

[Do lat. pater, pelas f. padre, *pade e pae.]

Ser pai é, acima de tudo, não esperar recompensas, mas ficar feliz caso e quando cheguem. É saber fazer o necessário por cima e por dentro da incompreensão. É aprender a tolerância com os demais e exercitar a dura intolerância (mas compreensão) com os próprios erros. Ser pai é aprender errando, a hora de falar e de calar. É contentar-se em ser reserva, coadjuvante, deixado para depois. Mas jamais faltar no momento preciso. É ter a coragem de ir adiante, tanto para a vida quanto para a morte. É viver as fraquezas que depois corrigirá no filho, fazendo-se forte em nome dele e de tudo o que terá de viver para compreender e enfrentar. Ser pai é aprender a ser contestado mesmo quando no auge da lucidez. É esperar. É saber que experiência só adianta para quem a tem, e só se tem vivendo. Portanto, é agüentar a dor de ver os filhos passarem pelos sofrimentos necessários, buscando protegê-los sem que percebam, para que consigam descobrir os próprios caminhos. Ser pai é saber e calar. Fazer e guardar. Dizer e não insistir. Falar e dizer. Dosar e controlar-se. Dirigir sem demonstrar. É ver dor, sofrimento, vício, queda e tocaia, jamais transferindo aos filhos o que a alma lhe corrói. Ser pai é ser bom sem ser fraco. É jamais transferir aos filhos a quota de sua imperfeição, o seu lado fraco, desvalido e órfão. Ser pai é aprender a ser ultrapassado, mesmo lutando para se renovar. É compreender sem demonstrar, e esperar o tempo de colher, ainda que não seja em vida. Ser pai é aprender a sufocar a necessidade de afago e compreensão. Mas ir às lágrimas quando chegam. Ser pai é saber ir-se apagando à medida em que mais nítido se faz na personalidade do filho, sempre como influência, jamais como imposição. É saber ser herói na infância, exemplo na juventude e amizade na idade adulta do filho.É saber brincar e zangar-se. É formar sem modelar, ajudar sem cobrar, ensinar sem o demonstrar, sofrer sem contagiar, amar sem receber. Ser pai é saber receber raiva, incompreensão, antagonismo, atraso mental, inveja, projeção de sentimentos negativos, ódios passageiros, revolta, desilusão e a tudo responder com capacidade de prosseguir sem ofender; de insistir sem mediação, certeza, porto, balanço, arrimo, ponte, mão que abre a gaiola, amor que não prende, fundamento, enigma, pacificação. Ser pai é atingir o máximo de angústia no máximo de silêncio. O máximo de convivência no máximo de solidão. É, enfim, colher a vitória exatamente quando percebe que o filho a quem ajudou a crescer já, dele, não necessita para viver. É quem se anula na obra que realizou e sorri, sereno, por tudo haver feito para deixar de ser importante.

domingo, 8 de junho de 2008

[Do lat. tard. gratitudine.]

O meu D-us me salvou. Baruch atá Ad-nai, Elohenu Melech HaOlam (Bendito seja o S-nhor, Nosso D-us, Rei do Universo).

Creio que ninguém, a não ser eu, lê este espaço, de modo que estou em dúvida se pergunto a um possível leitor: está achando esquisito, a estas horas da madrugada, eu começar um post agradecendo a "uma divindade", ainda por cima, fazendo uso de palavras em hebraico?

O agora não é propício para coerência ou coesão textual... Fui ao circo do panis et circenses da urbe: o "Mossoró Cidade Junina". Meus amigos e eu escapamos de ser mortos a tiros e/ou garrafadas. Por duas vezes. Dizem que um raio não cai mais de uma vez no mesmo local. Porém, o meu D-us protegeu a mim e a meus amigos com Sua Destra fiel, por duas vezes, no mesmo lugar. O Eterno, Bendito seja Seu Nome, nos deu o livramento...

quinta-feira, 15 de maio de 2008

O TEATRO MÁGICO - Cuida de Mim

Pra falar a verdade, às vezes minto
Tentando ser metade do inteiro que eu sinto
Pra dizer as vezes que às vezes não digo
Sou capaz de fazer da minha briga meu abrigo
Tanto faz não satisfaz o que preciso
Além do mais, quem busca nunca é indeciso
Eu busquei quem sou;
Você, pra mim, mostrou
Que eu não sou sozinha nesse mundo.

Cuida de mim enquanto não me esqueço de você
Cuida de mim enquanto finjo que sou quem eu queria ser.
Cuida de mim enquanto não me esqueço de você
Cuida de mim enquanto finjo, enquanto fujo.

Basta as penas que eu mesmo sinto de mim
Junto todas, crio asas, viro querubim
Sou da cor, do tom, sabor e som que quiser ouvir
Sou calor, clarão e escuridão que te faz dormir
Quero mais, quero a paz que me prometeu
Volto atrás, se voltar atrás assim como eu.

Busquei quem sou
Você, pra mim, mostrou
Que eu não estou sozinho nesse mundo.

Cuida de mim enquanto não me esqueço de você
Cuida de mim enquanto finjo que sou quem eu queria ser.
Cuida de mim enquanto não me esqueço de você
Cuida de mim enquanto finjo, enquanto fujo.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Vai, Jessica, ser gauche na vida...

Se eu dissesse que nenhum sentido faz sentido, você acreditaria? Não chegue tão perto de mim, a menos que seja para me dizer que o meu erro fez você perceber que eu podia ser a pessoa certa. Perceba que nada demonstra mais a vontade de estar ao seu lado que esse meu desconforto quando te tenho longe tão perto de mim.

sábado, 12 de abril de 2008

Fa che piova

Quando é que o dia tem tudo para ser bom? Preciso aprender a reconhecer essa possibilidade e, se me tocar, fazer algo para concretizá-la. Espero o que não vem, a que não chega, um bem tão alheio a mim. Estando eu pelo avesso, é difícil buscar a força interior. Eu te olho. Você me olha. Use a franqueza, tenha piedade, não tenha medo dos seus olhos quando eles encontram os meus! Não resista se seu coração quiser cantar a mesma canção que me acalma...

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Vivendo microeconomicamente


Tudo o mais permanece constante...

domingo, 6 de abril de 2008

"I" griega


Naquela hora, meu coração trabalhou por dois. Estaríamos a solas, não fossem minha mochila, livros e caderno. Somei ao esforço de respirar a tentativa de medir a distância entre nós. Não obtive êxito, me pareceu mais sensato rabiscar coisas sem sentido numa folha rasgada. Pensei em fitá-la, aquela criatura apaixonantemente impassível. O celular tocou, ela sucumbiu. Uma lágrima... dela. E muitas mais, minhas.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Consumato est

Queria que a vida fosse exata... sentimentos delimitados. Ação e reação, com a exatidão da Física. Bateu, levou. Uma pessoa para cada pessoa. Cada um no seu lugar e não esse turbilhão de coisas, sensações, obrigações sem uma aparente ordem. Talvez a desordem seja a ordem vigente.

O tempo que conduz...


...é o mesmo que separa.


Desmistificando uma frase idiota usada por adolescentes fúteis: SOLTEIRA, sim, SOZINHA, também!

quinta-feira, 27 de março de 2008

Mashiach Alvi-verde!


Pode-se dizer que o dia está bom. Apesar do ontem ter sido uma dor de cabeça figurativa e literalmente. Muita sonolência e o supracitado desconforto me acometeram, principalmente, durante as aulas. Coincidência? Judeu não acredita em coincidência. Ontem também foi dia de levar uns puxões de orelha do Rav Yaacov... e, somando-se à vitória sofrida do Palmeiras, foram as minhas alegrias do dia 27 de março de 2008. Parece masoquismo sentir-se bem com um puxão de orelha? Amigo, se dos erros você não obtiver lições e, necessariamente, não se sentir contente por ter aprendido algo de bom... não sei o que estaria você fazendo da vida. Para mim, o Rabino Yaacov é HaRav (O MESTRE/O RABINO), porque ele é um "S²" ("S" ao quadrado, sabedoria e simplicidade). É um pai que tenho em Shiloh-Israel, com quem poderei sempre contar.

E sobre o Verdão: o Eterno, bendito seja, colocou o Jorge Preá na hora certa...




domingo, 23 de março de 2008

A.M.


Dizem que o importante é não deixar cair na rotina... Segunda pode ser a vez de um diazepam de 10mg. Quem poderia me explicar o efeito de um bromazepam de 3 mg, num domingo ciclotômico? Um clonazepam de 0,5 mg, antes de um seminário, numa quarta-feira vem bem a calhar. Ah, alprazolam, quanta falta me faz você...

sábado, 15 de março de 2008

[Do lat. evolutione.]

Voltamos a nos falar... E se há algo de relativo no universo é o tempo. Foram dois anos ou até décadas, embora o calendário insista em dizer que foram "apenas" dois meses. Pensei que o perdão fosse algo limitado, como a nossa própria natureza. Felizmente, me enganei feio. É complicado dar o primeiro passo, contudo, tenha a certeza de que os próximos serão dados em conjunto, com aquelas mãos entrelaçadas... Assim, durante o curto espaço de tempo, fico em dúvida se vivi uma revolução ou evolução. Aos olhos de quem apenas observa a erupção de um vulcão, poder-se-ia dizer que patrocinei uma marcha revolucionária. Cabelos enormes que se foram, algumas farras e porres que vieram... Entretanto, quem, mais detidamente, me observa, vai ver o quanto eu tive de evoluir e fazer com que os meus me seguissem. Foram sessenta dias para provar cientificamente à minha mãe que a sexualidade é uma orientação, não uma opção. De modo que o fato de a filha dela ser bissexual de nada iria influir no meu caráter, desempenho acadêmico e religiosidade. Foram dias em que experimentei uma fúria atroz. Vieram os dias nos quais eu me senti no dever de contar a dois dos meus melhores amigos o que de fato me passava. Uma questão de lealdade que foi recompensada com uma amostra de amor e apoio incondicionais da parte deles. Usei de sinceridade com duas tias que prontamente me garantiram que terão sempre orgulho de mim. Dois meses sem deixar de pensar nela. Sei que ainda tenho de fazer o mesmo com muitas pessoas importantes da minha vida, por necessidade e dever. Mas é difícil reconhecer o momento certo, a oportunidade. Não consigo prever todas as reações... O que posso dizer é que o tectonismo dentro de mim continua...

quarta-feira, 12 de março de 2008

100

Sem tempo até pra expressar a minha suscetibilidade...

terça-feira, 4 de março de 2008

Mão(s)

Ele ainda não me disse se o que vejo é, de fato, o que ele quis dizer.

"Vida, nunca te abandonarei."

Obrigada, Victinho.

sábado, 1 de março de 2008

Propugnador

Talvez solidão não devesse ser o mesmo que estar desacompanhado. Quando se está desacompanhado é quando menos nos sentimos sozinhos. Nos permeiam recordações, idéias, músicas, pensamentos, de modo que, dificilmente, alguém experimenta o inerente desamparo da solitude. Por seu turno, a multidão é o lugar predileto de quem é freqüentemente acometido por ELA. O que mais me surpreende é que a solidão não vem sozinha. Está sempre de mãos dadas com a tristeza e ansiedade. Deve ser por isso que tem tal nome.



sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Jugo


A impressão que tenho é de que nada me adianta dizer que vivo o insuportável, se continuo vivendo. Contar a verdade é sempre sinônimo de liberdade tolhida? Que tipo de amor é o incondicional? Acreditei que ser honesta me pouparia problemas. Me ocorreu a idéia de ser uma carta de amor sobre a mesa, num lugar onde muitas pessoas passariam por mim. Com sorte e, graças à Psicologia Reversa, passaria despercebida. Seria uma borboleta rodeada de tantas outras. Ah, anonimato desejado! Acabei incorrendo no crime de crer que pai e mãe amam os filhos sem reservas. Esqueci que criaturas são criaturas, criadores são criadores...

Mesófrio


Foi o cheirinho da nova toalha plástica da mesa da cozinha que me trouxe um feeling de satisfação, de infância bem vivida, ontem... É estranho, mesmo tendo uma memória olfativa excelente. O problema é que ainda não consegui "pintar o quadro". Vem apenas o sentimento, me faltam as imagens, os flashes que me sobram quando tento dormir. Ah, demorei bastante até conseguir me levantar (3:00pm). Sem fome, sem vontade. Tardei um pouco mais para recapitular as poucas coisas que ainda me importam. Precisava lembrar que tenho amigos e alguns objetivos. Feito isso, fingi que me importei com a posição dos ponteiros do relógio e tratei de me enquadrar na tão sonhada "normalidade" da família...

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Galrear


Há sempre algo que não me permite sentir bem o bastante... há sempre uma pedra no meio do caminho. O problema é que, de tantas pedras, vou perdendo a força para continuar... Não raro me pergunto se vale mesmo a pena dar o sangue por pessoas incapazes de compreender o meu sacrifício. Porém, sacrifício é sacrifício. A gratidão (se existir) será sempre posterior. Posterior é um depois sem garantias... Mas preciso de garantias! Quero que alguém me garanta que um dia este vazio vai ser preenchido com M&M's. Quero uma noite de sono, paz de espírito e, ao mesmo tempo, êxtase. Me garantam que não vou me sentir tão cansada. Prometam-me um beijo de boa noite. Digam que é possível ser feliz sendo eu mesma.