sábado, 15 de março de 2008

[Do lat. evolutione.]

Voltamos a nos falar... E se há algo de relativo no universo é o tempo. Foram dois anos ou até décadas, embora o calendário insista em dizer que foram "apenas" dois meses. Pensei que o perdão fosse algo limitado, como a nossa própria natureza. Felizmente, me enganei feio. É complicado dar o primeiro passo, contudo, tenha a certeza de que os próximos serão dados em conjunto, com aquelas mãos entrelaçadas... Assim, durante o curto espaço de tempo, fico em dúvida se vivi uma revolução ou evolução. Aos olhos de quem apenas observa a erupção de um vulcão, poder-se-ia dizer que patrocinei uma marcha revolucionária. Cabelos enormes que se foram, algumas farras e porres que vieram... Entretanto, quem, mais detidamente, me observa, vai ver o quanto eu tive de evoluir e fazer com que os meus me seguissem. Foram sessenta dias para provar cientificamente à minha mãe que a sexualidade é uma orientação, não uma opção. De modo que o fato de a filha dela ser bissexual de nada iria influir no meu caráter, desempenho acadêmico e religiosidade. Foram dias em que experimentei uma fúria atroz. Vieram os dias nos quais eu me senti no dever de contar a dois dos meus melhores amigos o que de fato me passava. Uma questão de lealdade que foi recompensada com uma amostra de amor e apoio incondicionais da parte deles. Usei de sinceridade com duas tias que prontamente me garantiram que terão sempre orgulho de mim. Dois meses sem deixar de pensar nela. Sei que ainda tenho de fazer o mesmo com muitas pessoas importantes da minha vida, por necessidade e dever. Mas é difícil reconhecer o momento certo, a oportunidade. Não consigo prever todas as reações... O que posso dizer é que o tectonismo dentro de mim continua...

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